terça-feira, 10 de junho de 2014

Criptografia

Categoria Segurança da Informação.

Criptografia.




A criptografia diz respeito a conceitos e técnicas usadas para codificar uma informação, de tal forma que somente seu real destinatário e o emissor da mensagem possam acessá-la, com o objetivo de evitar que terceiros interceptem e entendam a mensagem.
 
Atualmente, as técnicas de criptografia mais conhecidas envolvem o conceito das chaves criptográficas, que são um conjunto de bits, baseados em um algarismo capaz de interpretar a informação, ou seja, capaz de codificar e decodificar. Se a chave do receptor não for compatível com a do emissor, a informação então não será extraída.

Existem dois tipos de chave: a chave pública e a chave privada.
 
A chave pública é usada para codificar as informações, e a chave privada é usada para decodificar.
 
Assim, na pública, todos têm acesso, mas para 'abrir' os dados da informação, que aparentemente são sem sentido, é preciso da chave privada, que só o emissor e receptor originais têm.
 
Atualmente, a criptografia pode ser considerada um método 100% seguro, ou seja, quem a utiliza para mandar e-mails e proteger seus arquivos, estará protegido contra fraudes e tentativas de invasão.

Os termos 'chave de 64 bits' e 'chave de 128 bits' são usados para expressar o tamanho da chave, assim, quanto mais bits forem utilizados, mais segura será essa criptografia.

Um exemplo disso é se um algoritmo usa um chave de 8 bits, por exemplo, apenas 256 chaves poderão ser utilizadas para decodificar essa informação, porque 2 elevado a 8 é igual a 256. Assim, um terceiro pode tentar gerar 256 tentativas de combinações e decodificar a mensagem, que mesmo sendo uma tarefa difícil, não é impossível. Por isso, quanto maior o número de bits, mais segura será a criptografia.

Existem dois tipos de chaves criptográficas, as chaves simétricas e as chaves assimétricas.

Chave Simétrica

É um tipo de chave simples, que é usada para a codificação e decodificação. Entre os algoritmos que usam essa chave, estão:

  • DES (Data Encryption Standard): Faz uso de chaves de 56 bits, que corresponde à aproximadamente 72 quatrilhões de combinações. Mesmo sendo um número absurdamente alto, em 1997, conseguiram quebrar esse algoritmo através do método de 'tentativa e erro', em um desafio na internet.
  • RC (Ron's Code ou Rivest Cipher): É um algoritmo muito utilizado em e-mails e usa chaves de 8 a 1024 bits, além de possuir várias versões que se diferem uma das outras pelo tamanho das chaves.
  • EAS (Advanced Encryption Standard): Hoje em dia é um dos melhores e mais populares algoritmo de criptografia existente. Voce pode definir o tamanho da chave como sendo de 128bits, 192bits ou 256bits.
  • IDEA (International Data Encryption Algorithm): É um algoritmo que usa chaves de 128 bits, parecido com o DES. Seu ponto forte é a fácil implementação de software.
 

As chaves simétricas não são totalmente seguras quando se trata de informações muito valiosas, principalmente pelo fato de que o emissor e o receptor têm que conhecer a mesma chave. Assim, a transmissão pode não ser segura e o conteúdo chegar a terceiros.

Chave Assimétrica

A chave assimétrica utiliza duas chaves: a privada e a pública. Elas se resumem da seguinte forma: a chave pública para codificar e a chave privada para decodificar, levando-se em consideração que a chave privada é secreta.

Entre os algoritmos utilizados, estão:



  • RSA (Rivest, Shamir and Adleman): É um dos algoritmos de chave assimétrica mais utilizados, em que dois números primos (aqueles que só podem ser divididos por 1 e por eles mesmos) são multiplicados para a obtenção de um terceiro valor. Para isso, é preciso fazer fatoração, que é descobrir os dois primeiros números a partir do terceiro, que é um cálculo trabalhoso. Assim, se números grandes forem utilizados, será praticamente impossível descobrir o código. A chave privada do RSA são os números que são multiplicados e a chave pública é o valor que será obtido.


  • ElGamal: Utiliza-se do 'logaritmo discreto', que é um problema matemático que o torna mais seguro. É bastante utilizado em assinaturas digitais.

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